No Febrava CONVERGE, Tiago Falcão e Marcello Esteves mostraram como dados, automação avançada e inteligência operacional sustentam eficiência energética e segurança na infraestrutura hospitalar de uma rede de escala nacional.
A primeira edição da Febrava RIO 2026, realizada de 6 a 8 de outubro no Riocentro, no Rio de Janeiro, estreou o Febrava CONVERGE, espaço criado para aproximar os fornecedores de soluções de AVAC-R (Aquecimento, Ventilação, Ar-Condicionado e Refrigeração) dos profissionais que operam essas tecnologias no dia a dia. A Microblau participou da programação ao lado da Rede D’Or, com a palestra “O desafio das edificações de alta performance: eficiência energética, massificação de dados e inteligência operacional para tomada de decisões”.
A apresentação foi conduzida por Marcello Esteves da Silva, gerente sênior de Infraestrutura, Engenharia de Manutenção e Eficiência Energética da Rede D’Or, e por Tiago Falcão, sócio e diretor comercial da Microblau.
Gestão da infraestrutura hospitalar: um padrão para realidades diferentes

Marcello abriu a palestra com a dimensão da operação: a Rede D’Or reúne 79 hospitais próprios, mais de 13,5 mil leitos e cerca de 80 mil colaboradores em 13 estados e no Distrito Federal, com mais de 1,5 mil profissionais dedicados à manutenção.
Nessa escala, o desafio da gestão da infraestrutura hospitalar é garantir o mesmo nível de excelência em qualquer região. O clima muda de Manaus a Porto Alegre, a rede elétrica local varia, o mercado de fornecedores é desigual e cada unidade tem uma idade e um histórico diferentes. Mesmo assim, segurança, normas técnicas, indicadores, nível de serviço e critério de decisão precisam ser os mesmos em toda a rede. A proposta é transformar a capilaridade em oportunidade.
Por que a infraestrutura de um hospital é diferente
Ao contrário de um edifício convencional ou de uma indústria, o hospital opera 24 horas por dia, não tem grandes janelas de parada e convive com obras e mudanças de layout constantes. Uma falha pode ter consequências fatais para os pacientes. Elétrica, climatização hospitalar, água, gases medicinais, geração de emergência e engenharia clínica formam um ecossistema de sistemas críticos que precisa funcionar de forma integrada, inclusive diante de eventos climáticos extremos e falhas no fornecimento externo.
Para lidar com essa complexidade, Marcello apresentou o modelo de gestão adotado pela rede, que vai de normatizar, auditar e adequar até capacitar equipes, contratar com SLA (Acordo de Nível de Serviço) e, por fim, planejar, integrar e predizer com software, IoT (Internet das Coisas), inteligência artificial e machine learning. A evolução técnica segue o mesmo caminho: telemetria, supervisão, controle integrado e, então, projetos de eficiência energética com economia verificada.
Eficiência energética hospitalar: resultados medidos

Os números mostram o efeito desse caminho. Entre janeiro de 2022 e maio de 2025, o programa de eficiência energética nas centrais de água gelada (CAGs) evitou mais de 22,3 GWh de consumo de energia, o equivalente a 1.801 toneladas de CO₂ que deixaram de ser emitidas.
Automação avançada: da regra fixa à decisão dinâmica

Na segunda parte, Tiago Falcão mostrou como a automação avançada sustenta esses resultados. Água gelada é operação de missão crítica, e por isso eficiência não é desligar máquina e subir setpoint: é decidir em tempo real, com inteligência artificial e machine learning, sobre dados confiáveis. Segurança não se troca por energia.
Enquanto a automação convencional reveza chillers por horas de operação e mantém a água gelada em 7 °C o ano inteiro, a automação avançada escolhe a combinação de máquinas mais eficiente naquele instante e ajusta os setpoints conforme clima, ocupação e demanda térmica. A camada analítica Oxyn G5, da Microblau, é independente de fabricante e aproveita os sensores, controladores e supervisórios já instalados, transformando dados de vários sistemas em conhecimento para a gestão da planta.
O que os dados revelam sobre a eficiência das centrais de água gelada

Com exemplos de plantas em operação, Tiago mostrou o que a medição contínua permite enxergar: chillers idênticos com eficiências diferentes, uma vazão de bypass que caiu de cerca de 60 m³/h para 15 m³/h após o controle dinâmico e uma queda de COP identificada nos dados antes de virar chamado de manutenção. Em uma das centrais, o COP (Coeficiente de Performance), indicador de eficiência do sistema, na faixa usual de carga aumentou em até um terço.
Todo ganho é verificado segundo o IPMVP (Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance), comparando o consumo real com uma linha de base ajustada às mesmas condições. Sem baseline auditável, economia é opinião.
Da manutenção corretiva à manutenção preditiva
A integração dos dados online com o software de manutenção fecha o ciclo. Quando a plataforma detecta um desvio, gera a ordem de serviço com equipamento, sintoma e criticidade já preenchidos, e a equipe chega ao campo com o diagnóstico em mãos. Na matriz de risco apresentada, mais de um terço das unidades saiu da zona crítica. Cada problema antecipado é um chamado que não acontece.
A inteligência na operação é o maior ganho

A palestra terminou com a mensagem que resume a parceria entre Microblau e Rede D’Or: a energia é um grande ganho, mas a inteligência na operação é ainda maior. O resultado é uma operação mais segura, uma equipe mais efetiva e decisões sustentadas por medição, e não por percepção.
Agradecemos à organização da Febrava RIO pelo convite, à Rede D’Or pela parceria e a todos que acompanharam a apresentação.
Quer levar a mesma inteligência para a operação da sua edificação? Fale com um especialista da Microblau.
Perguntas frequentes sobre a Microblau na Febrava RIO 2026
O que Microblau e Rede D’Or apresentaram na Febrava RIO 2026?
A palestra “O desafio das edificações de alta performance: eficiência energética, massificação de dados e inteligência operacional para tomada de decisões”, no Febrava CONVERGE, espaço que estreou na primeira edição da Febrava RIO 2026, realizada de 6 a 8 de outubro no Riocentro.
Qual desafio da infraestrutura hospitalar foi discutido na Febrava RIO 2026?
O hospital opera 24 horas por dia, não tem grandes janelas de parada e convive com obras e mudanças de layout constantes. Elétrica, climatização hospitalar, água, gases medicinais, geração de emergência e engenharia clínica formam um ecossistema de sistemas críticos que precisa funcionar de forma integrada.
Quais resultados de eficiência energética foram mostrados na Febrava RIO 2026?
Entre janeiro de 2022 e maio de 2025, o programa de eficiência energética nas centrais de água gelada evitou mais de 22,3 GWh de consumo de energia, o equivalente a 1.801 toneladas de CO₂ que deixaram de ser emitidas.
Qual é a diferença entre automação convencional e automação avançada?
A automação convencional reveza chillers por horas de operação e mantém a água gelada em 7 °C o ano inteiro. Por outro lado, a automação avançada escolhe a combinação de máquinas mais eficiente naquele instante e ajusta os setpoints conforme clima, ocupação e demanda térmica.
Como são verificados os ganhos apresentados na Febrava RIO 2026?
Todo ganho é verificado segundo o IPMVP (Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance), comparando o consumo real com uma linha de base ajustada às mesmas condições.
